Digamos que, pelas primeiras escutas, a programação da Observador parece desequlibrada entre texto e voz: tem algumas horas só de palavra e muitas horas quase só de música (as tardes, por exemplo, para não falar do fim de semana).
Aqui reside, penso, um dos problemas: o animador não parece ter qualquer papel a desempenhar, sucedendo-se músicas atrás de músicas, muitas vezes sem apresentação mínima, sequer; aliás por vezes parece que não está ninguém em estúdio... O futuro da rádio está no que se passa entre as músicas...
Outro problema que identifiquei nesta altura:várias músicas são cortadas à faca para entrar o sinal horário. É possível fazer muito melhor.
Quanto à escolha da playlist, parece ser muito idêntica à da TSF, o que por um lado confirma a 'colagem' e por outro não ajuda à criação de uma identidade própria.
Pela primeira vez existe um projeto radiofónico claramente alternativo à TSF, o Observador. Neste blogue vou juntando ideias sobre as duas rádios. PS - fui jornalista da TSF durante 25 anos.
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Monday, July 1, 2019
Thursday, June 27, 2019
Observador - 1º dia: a TSF levezinha
Notas sobre o primeiro dia de escuta da Observador:
- há sinais de 'colagem' à TSF (noticiários a começar aos 57'', expressões como 'hora informativa', noticiarios com títulos antes e depois; noticiários com 12 minutos às 16 horas!)
- mas também há sinais de descolagem (uma manhã com pelo menos três pessoas em estúdio, fomentando a conversa e a 'boa disposição'; muita conversa entre jornalista e animador, por vezes soando artificialmente; sem trãnsito);
- relativamente à linha musical, é muito cedo para perceber; de manhã houve apenas Samuel Úria (grande ideia), mas durante o dia tanto se ouviu Ed Sheeran como Marlon Williams;
- rubricas como 'termómetro das celebridades' parecem apontar para uma rádio menos engravatada do que a TSF (um problema tradicional desta rádio);
- neste primeiro dia houve reportagem em quase todos os noticiários, por vezes em direto. Uma aposta para manter?
Em resumo, a Observador parece a TSF sem gravata, feita num dia de verão. Mas os primeiros dias nunca são a melhor forma de avaliar. A Observador quase não tem publicidade (o que se percebe), o que a liberta para criar conteúdos livremente, mas mais cedo ou mais tarde vai precisar de ter.
Genericamente gostei do que ouvi, mas ouvir às cinco da tarde as mesmas notícias que ouvi antes do almoço (Maria Matias recusada para liderar grupo no Parlamento Europeu) não é um bom sinal.
- há sinais de 'colagem' à TSF (noticiários a começar aos 57'', expressões como 'hora informativa', noticiarios com títulos antes e depois; noticiários com 12 minutos às 16 horas!)
- mas também há sinais de descolagem (uma manhã com pelo menos três pessoas em estúdio, fomentando a conversa e a 'boa disposição'; muita conversa entre jornalista e animador, por vezes soando artificialmente; sem trãnsito);
- relativamente à linha musical, é muito cedo para perceber; de manhã houve apenas Samuel Úria (grande ideia), mas durante o dia tanto se ouviu Ed Sheeran como Marlon Williams;
- rubricas como 'termómetro das celebridades' parecem apontar para uma rádio menos engravatada do que a TSF (um problema tradicional desta rádio);
- neste primeiro dia houve reportagem em quase todos os noticiários, por vezes em direto. Uma aposta para manter?
Em resumo, a Observador parece a TSF sem gravata, feita num dia de verão. Mas os primeiros dias nunca são a melhor forma de avaliar. A Observador quase não tem publicidade (o que se percebe), o que a liberta para criar conteúdos livremente, mas mais cedo ou mais tarde vai precisar de ter.
Genericamente gostei do que ouvi, mas ouvir às cinco da tarde as mesmas notícias que ouvi antes do almoço (Maria Matias recusada para liderar grupo no Parlamento Europeu) não é um bom sinal.
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