Não acredito que a Observador vá ganhar ouvintes a não ouvintes. Dificilmente, parece-me, a nova rádio conseguirá apanhar quem não houve rádio (ou deixou de ouvir) ou só houve rádios de música.
Restam aqueles que ouvem a TSF, a Antena 1 e a Renascença - o que significa pouco mais de 10%.
Apesar de apresentar um 'produto' que concorre diretamente com a TSF, há pontos de contacto com a Antena 1 e a RR.
Destas três, a TSF parece-me a mais frágil, muito por culpa dos compromissos comerciais transformados em rubricas patrocinadas, de interesse duvidoso para a generalidade dos ouvintes e que passam, muitas vezes, em horário nobre.
A Renascença está em processo de transformação e é uma incógnita, mas quer-me parecer que os seus ouvintes serão um pouco mais velhos do que aqueles que a Observador procura.
Quanto à Antena 1, tem (muito) mais meios e uma programação muito forte. Dificilmente a Anten1 perderá ouvintes.
Outro critério: a rede de emissores.
A Observador parte quase do zero e, dessas três, a única que não é nacional é a TSF (falha a zona sul).
Conseguirá a Observador ter 1% no final do primeiro ano, emitindo em Lisboa e Porto?
Pela primeira vez existe um projeto radiofónico claramente alternativo à TSF, o Observador. Neste blogue vou juntando ideias sobre as duas rádios. PS - fui jornalista da TSF durante 25 anos.
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Friday, July 12, 2019
Friday, June 28, 2019
Uma ameaça para a TSF?
A Observador procura o mesmo público da TSF (jovens-adultos, classes A, B e C1, quadros médios e superiores) e por isso são concorrentes.
A Observador é uma rádio de informação com notícias de meia em meia hora e horas sem música, por isso são concorrentes.
Dito isto, a Observador parte com duas desvantagens (além da notoriedade):
- a redação é menor do que a da TSF (apesar da soma da rádio com os jornalistas do site resultar em mais jornalistas do que os da TSF, não acredito que os do site 'pensem' na rádio - mas veremos)
- a rede de emissores é, mesmo quando surgirem no Porto, e continuará a ser, menor (apesar da escuta online, no carro isso ainda não é uma alternativa).
A Observador será uma ameaça à TSF?
No imediato não acredito.
Se tudo correr muito bem, a Observador precisará de um a dois anos para ter 1%.
Se esse 1% for conseguido à custa da TSF, isso representará um problema para a TSF.
A TSF tem pela primeira vez concorrência.
Há novos desafios pela frente, penso.
A Observador é uma rádio de informação com notícias de meia em meia hora e horas sem música, por isso são concorrentes.
Dito isto, a Observador parte com duas desvantagens (além da notoriedade):
- a redação é menor do que a da TSF (apesar da soma da rádio com os jornalistas do site resultar em mais jornalistas do que os da TSF, não acredito que os do site 'pensem' na rádio - mas veremos)
- a rede de emissores é, mesmo quando surgirem no Porto, e continuará a ser, menor (apesar da escuta online, no carro isso ainda não é uma alternativa).
A Observador será uma ameaça à TSF?
No imediato não acredito.
Se tudo correr muito bem, a Observador precisará de um a dois anos para ter 1%.
Se esse 1% for conseguido à custa da TSF, isso representará um problema para a TSF.
A TSF tem pela primeira vez concorrência.
Há novos desafios pela frente, penso.
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