A Observador esteve em direto, na semana passada, do Parlamento para transmitir a apresentação do programa de governo.
Até aí tudo bem, para uma rádio de informação.
O problema é que a Observador fez estas emissões tal como a TSF e a Antena 1 sempre as fizeram e continuam a fazer.
Mais do mesmo, na minha opinião.
Estamos a falar de diretos quase sem mediação jornalística, sem contextualização, pouco radiofónicos, no sentido em que há sempre mais gente a entrar e a sair da emissão do que aqueles que ficam duas ou três horas seguidas a ouvir.
Falo numa oportunidade perdida no sentido em que a Observador poderia 'beneficiar' do que a concorrência faz... para fazer diferente; deixá-los com essas emissões 'pesadas' e apostar numa intervenção mais jornalística, com mais debate, com mais contexto, com avaliação em tempo real do que é dito.
(no fundo é como fazer um relato de futebol só com o relatador, durante 90 minutos, ou ter, além do relatador, pelo menos um comentador, mais um para arbitragem e ainda e um repórter de pista; são emissões mais ricas, mais vivas, mais interessantes)
Pela primeira vez existe um projeto radiofónico claramente alternativo à TSF, o Observador. Neste blogue vou juntando ideias sobre as duas rádios. PS - fui jornalista da TSF durante 25 anos.
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Monday, November 4, 2019
Monday, July 15, 2019
Domingo, 14 de julho, à tarde
Final do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, final de Wimbledon e, uma hora mais tarde, primeiro jogo da seleção sub19 no Europeu de futebol.
Antena 1 com emissão especial.
TSF e Observador com emissão normal.
Duas notas:
- É por estas e por outras que Observador e TSF não ganham ouvintes à Antena 1;
- estamos em período de férias, mas uma tarde como esta (ainda por cima com milhares nos carros, a passear ou vindos da praia) acontece raramente. Tinha sido uma boa ocasião para a Observador se mostrar - sobretudo tendo em conta que, dias antes, fez um especial sobre o jogo João Sousa-Nadal, no mesmo torneio de ténis.
Antena 1 com emissão especial.
TSF e Observador com emissão normal.
Duas notas:
- É por estas e por outras que Observador e TSF não ganham ouvintes à Antena 1;
- estamos em período de férias, mas uma tarde como esta (ainda por cima com milhares nos carros, a passear ou vindos da praia) acontece raramente. Tinha sido uma boa ocasião para a Observador se mostrar - sobretudo tendo em conta que, dias antes, fez um especial sobre o jogo João Sousa-Nadal, no mesmo torneio de ténis.
Friday, July 12, 2019
Ganhar ouvintes a quem?
Não acredito que a Observador vá ganhar ouvintes a não ouvintes. Dificilmente, parece-me, a nova rádio conseguirá apanhar quem não houve rádio (ou deixou de ouvir) ou só houve rádios de música.
Restam aqueles que ouvem a TSF, a Antena 1 e a Renascença - o que significa pouco mais de 10%.
Apesar de apresentar um 'produto' que concorre diretamente com a TSF, há pontos de contacto com a Antena 1 e a RR.
Destas três, a TSF parece-me a mais frágil, muito por culpa dos compromissos comerciais transformados em rubricas patrocinadas, de interesse duvidoso para a generalidade dos ouvintes e que passam, muitas vezes, em horário nobre.
A Renascença está em processo de transformação e é uma incógnita, mas quer-me parecer que os seus ouvintes serão um pouco mais velhos do que aqueles que a Observador procura.
Quanto à Antena 1, tem (muito) mais meios e uma programação muito forte. Dificilmente a Anten1 perderá ouvintes.
Outro critério: a rede de emissores.
A Observador parte quase do zero e, dessas três, a única que não é nacional é a TSF (falha a zona sul).
Conseguirá a Observador ter 1% no final do primeiro ano, emitindo em Lisboa e Porto?
Restam aqueles que ouvem a TSF, a Antena 1 e a Renascença - o que significa pouco mais de 10%.
Apesar de apresentar um 'produto' que concorre diretamente com a TSF, há pontos de contacto com a Antena 1 e a RR.
Destas três, a TSF parece-me a mais frágil, muito por culpa dos compromissos comerciais transformados em rubricas patrocinadas, de interesse duvidoso para a generalidade dos ouvintes e que passam, muitas vezes, em horário nobre.
A Renascença está em processo de transformação e é uma incógnita, mas quer-me parecer que os seus ouvintes serão um pouco mais velhos do que aqueles que a Observador procura.
Quanto à Antena 1, tem (muito) mais meios e uma programação muito forte. Dificilmente a Anten1 perderá ouvintes.
Outro critério: a rede de emissores.
A Observador parte quase do zero e, dessas três, a única que não é nacional é a TSF (falha a zona sul).
Conseguirá a Observador ter 1% no final do primeiro ano, emitindo em Lisboa e Porto?
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Debates em direto da AR: uma oportunidade perdida
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